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Suas decisões são eficientes?

September 24, 20254 min read

Suas decisões são eficientes?

Se você parar para pensar em quantas decisões você tomou hoje, verá que foram muitas, sendo, em sua maioria, decisões simples. Mas quando você diminui o zoom e pensa nas decisões que você tomou nos últimos 10 anos, verá que a quantidade é enorme, desde as mais simples até as mais complexas. Mas será que todas elas foram decisões eficientes? Se você não tem hábito de refletir sobre suas decisões, provavelmente a resposta seja ‘não!’.

As DECISÕES EFICIENTES não são aquelas em que acertamos ou que obtivemos bons resultados, mas sim aquelas em que seguimos um processo claro para se chegar a determinado resultado. É justamente este processo que as pessoas negligenciam ao fazer escolhas, desde as mais simples até as mais complexas. E, por isso, acabam inclusive levando negócios sólidos à ruína.

O processo decisório em sete passos, quando bem feito, nos permite tomar decisões deliberadas, bem pensadas e com resultados ótimos, mesmo quando estamos em situações delicadas, com inúmeras variáveis e que exigem que tenhamos a cabeça no lugar. Para isso, nosso foco deve ser identificar a decisão, reunir informações relevantes e avaliar as alternativas que temos à nossa disposição.

Todas as sete etapas são fundamentais e nenhuma deve ser pulada caso queira otimizar suas decisões. No entanto, a primeira – identificar a decisão – é a mais crucial de todas. É nesta fase em que nós cercamos a situação-problema, identificando-a em linhas gerais a partir de perguntas simples tais como: O que a situação demanda? Onde eu quero chegar? Qual é o impacto desta decisão na minha vida? Com estas perguntas respondidas, você saberá a dimensão e o grau de importância dessa decisão no seu ambiente profissional e pessoal.

O segundo passo e o mais rico em termos de detalhes é aquele em que reunimos informações diversas que sustentarão as etapas posteriores. Nesta etapa, as informações levantadas podem ser divididas entre aquelas que são cruciais e aquelas que são supérfluas. Em termos de decisões cruciais, devemos estabelecer quais são as pessoas envolvidas, afetadas e interessadas pela decisão, quais são os recursos em jogo, quais são os prazos e como cada um destes elementos acaba por limitar as minhas possibilidades. Adicional a estas informações, podemos pensar também em termos de vontade, interesses, necessidades, desejos e objetivos relacionados com a decisão em pauta.

Após coletar ao menos as informações cruciais relacionadas com os stakeholders, recursos e prazos, é o momento de identificar alternativas. A partir das informações cruciais, podemos elaborar alternativas viáveis, que se encaixam no escopo da decisão, atendem aos prazos estipulados, não extrapolam os recursos disponíveis e não gera conflitos entre os stakeholders. Nesta fase, você pode elaborar a maior quantidade de alternativas utilizando ferramentas simples de brainstorming e filtrando de acordo com as informações que você possui.

Com uma lista de alternativas elaboradas, é o momento de você pesar quais são mais viáveis. Para isso, é recomendável dividirmos as alternativas em pessimistas, realistas e otimistas. Em seguida, coloque cada alternativa em xeque, o que significa bombardear cada uma ressaltando seus pontos negativos e consequências prejudiciais. Feito isso, faça uma limpeza naquelas alternativas que não se sustentaram após este bombardeio.

Agora você tem uma lista mais enxuta de alternativas! Então é hora de escolher aquela que cabe melhor de acordo com a situação. Caso você se depare com uma situação em que há 3 alternativas e que “tanto faz” qual for a selecionada, faça um segundo filtro pensando em aspectos emocionais e psicológicos, tais como os pontos já mencionados anteriormente: vontade, interesses, necessidades, desejos e objetivos pessoais.

Feito isso, é hora de colocar sua decisão em ação. Implemente esta decisão de acordo com as limitações impostas que foram identificadas na etapa de levantamento de informações. Após a sua implementação, avalie quais foram os impactos positivos e negativos da decisão tomada.

Lembre-se de dois pontos fundamentais. O primeiro ponto é sempre ter em mente que este é um processo cíclico e iterativo. Caso sua decisão não esteja de acordo com as expectativas, retome o processo do começo tentando identificar pontos de melhoria deste processo. O segundo ponto, e talvez onde a maioria das pessoas erra, é o fato de nos apegarmos a determinada alternativa. Busque pensar racionalmente e sempre colocar cada alternativa em xeque. Somente assim você terá decisões eficientes e livres de vieses.

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